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5 de dezembro de 2019

O Poder da Inveja


823 D.C.

Arthur Tailor Francis se alista no exército na capital. Arthur sempre sonhou em ser soldado e lutar pelo seu país.
Logo que começou com os treinos mostrou grande persistência e determinação nos exercícios. Começara a ganhar certo destaque entre os recrutas daquele ano.
Mas Arthur começou a notar alguns recrutas que não iam tão bem nos exercícios. Logo se pois a ajudar eles nas poucas horas de folga que tinham.
Com ajuda de Arthur, os recrutas que antes eram os últimos em quase todos os treinos e exercícios passaram a ser quase sempre os primeiros.
Em campo, Arthur mostrava maestria em suas missões. Nunca retornou sem resultados consideráveis. Sempre ajudava os membros de equipe e motivava eles a seguir em frente e enfrentar os desafios da vida de soldado.
Arthur foi promovido, por tantos feitos em guerra e fora dela. No quartel sempre ajudava os piores a se tornarem os melhores. Na batalha mostrava liderança firme e inspiradora.
Um noite, alguns tenentes se sentiram ameaçados pelos feitos de Arthur. "Ele é perfeitinho demais, vai acabar sendo promovido acima de nós. Não podemos permitir isso."
Tramaram sua morte.
Assim que Arthur voltava para o quartel depois de um dia de combate, emboscaram-no em uma colina entre o campo de batalha e o quartel.
Espadas desceram sobre o homem que não resistiu.

Imagem de Joan Greenman por Pixabay
Comentários soaram por semanas:
-       Ele era um ótimo líder…
-       Sempre ajudava os companheiros.
-       Ajudou os piores nas piores horas.
-       Alguém precisa fazer algo sobre isso.
-       Sem ele metade do pelotão não seria o que é hoje.
-       Ele transformou ratos em homens.

Mesmo com todas as revoltas e até greves feitas fora e dentro do quartel, nada foi feito em relação ao assassinato de Arthur.
Recém-promovido e logo em seguida morto, supostamente por algum inimigo de guerra.


924

Fazem 101 (cento e um) anos desde o ocorrido.
Até hoje nada foi feito.
E, pelo visto, nem será.

                                                                               Imagem de Army Amber por Pixabay

Alguns se destacam por fazerem coisas incríveis. São pessoas iguais a todas as outras. Mas, decidiram ser o melhor que puderem ser. Decidiram ajudar os outros a serem melhores também.
Uma dessas pessoas foi Arthur.
O jovem que estimulou mais da metade do exército em batalha pelo país a ser o melhor que poderiam ser. Mudou a história de muitos.
Mas, por se destacar em atitudes memoráveis, foi morto pelos que se destacavam por se acharem superiores aos outros.
Pessoas que se destacam apontando o erro alheio e assim encobrindo os próprios erros.
Pessoas que não tem capacidade de crescer sem derrubar outros no caminho.
Agora, Arthur, sempre ajudando os outros está morto.
Deixou seu legado, que durou anos e anos no exército.
Seu país venceu a guerra.
E agora, muitos lamentam o amigo perdido.
E outros se vangloriam de continuar o trabalho de quem foi morto pela sua mão.
A culpa sempre é do exército inimigo.
Mas, o pior inimigo é aquele que te abraça e chama de amigo na sua frente e quando você virá às costas, ele saca a espada e te apunhala.

Fim.

Texto cedido por Maicon Costa - texto autoral
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