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21 de agosto de 2018

Violência Obstétrica: Descubra o que é e se já sofreu!


Violência Obstétrica: Descubra o que é e se já sofreu!


Hellen Xavier Manso é mãe do Estêvão de 4 anos, esposa, arquiteta e autora do blog Integralmente, mãe. Neste espaço ela compartilha seus conhecimentos sobre violência obstétricas e parto. Vamos acompanhar?


Violência obstétrica, o que é?


Você sabe o que o termo “violência obstétrica” significa? Buscando meios e me informando bastante para conseguir ter um parto natural e humanizado, me deparei com este termo. E a partir dele vários outros surgiram. Logo notei que a violência obstétrica é real e existem muitas interpretações para ela.
A violência pode ser física, verbal ou psicológica. Acontecem durante o pré-natal ou durante o parto. Não necessariamente virá do médico obstetra. Mas uma recusa no atendimento, xingamentos, procedimentos desnecessários por parte da equipe médica também são considerados como atos violentos.


Em partos normais


Em partos normais (não humanizados) em que a parturiente fica na posição de barriga para cima, é de praxe ocorrer muitos atos ilícitos e considerados como violência obstétrica pela ONG. São eles, realizar episiotomia sem necessidade (a parturiente muitas vezes só descobre se esse procedimento foi feito após realiza-lo), subir em cima do abdômen (antigamente isso era comum, afim de “facilitar” a saída do bebê), xingamentos gratuitos e ainda a presença de um acompanhante que é negada.


Em partos cesáreos


Nos dias de hoje, muitas mulheres estão se informando como o parto normal deve ser, para enquadrar-se como humanizado e respeitoso. E assim, dia após dia a realidade descrita acima está se modificando. Todavia, a violência obstétrica também está presente em situações de partos cesáreos. Mas precisamente quando ela é eletiva.
Ainda existem muitas mulheres que desejam um parto respeitoso e normal, mas acabam sendo “convencidas” pelos seus médicos obstetras a realizarem a cesárea eletiva. E são “convencidas” por motivos fúteis como, tamanho do bebê ou circular de cordão. Não que isso inviabilize um parto normal em sua totalidade, mas atualmente, tudo deve ser questionado, verificado.


Como Prevenir


Todo comportamento humano que for diferente do ideal, for violento, não respeitoso, pode ser considerado violência obstétrica. Na verdade, o termo “parto humanizado” ou ainda “atendimento humanizado”, veio apenas para enfatizar o que deveria ser natural. Afinal devemos tratar todos bem, cordialmente, de forma humanizada.
As vontades e necessidades das parturientes quando atendidas são um sinal de que o atendimento está sendo humanizado, respeitoso, e não violento. E afim de prevenir a violência obstétrica, muitas mulheres realizam o plano de parto.
O plano de parto serve para definir com antecedência junto com o médico obstetra as preferências da parturiente. Nele são documentadas informações como se a parturiente quer ou não anestesia, se prefere caminhar durante o período de dilatação e ainda pode permitir a parturiente escolher no momento do parto a melhor posição para parir (caso seja natural).
Antes de qualquer decisão concreta é necessário ter flexibilidade para todos questionamentos possíveis, até que a parturiente se sinta confiante e tranquila. Eu mudei de parto com 33° semanas de gestação justamente por que desejei um parto natural, e precisava ter a segurança e confiança da minha equipe médica (você e seu médico tem de se concordarem).

Você teve uma experiência assim? Conte-nos! Vamos conversar!

2 comentários:

  1. Um prazer imenso escrever neste espaço tão querido! E ainda mais sobre um tema tão relevante para as futuras mamães!
    att
    Hellen, integralmente, mãe

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  2. Não sabia que existia esse tipo de violência, vou pesquisar mais sobre o assunto. Parabéns pelo post.

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